quarta-feira, 28 de março de 2012

PSOL pede processo por quebra de decoro contra Demóstenes

O PSOL protocolou nesta quarta-feira (28) representação que pede abertura de processo no Conselho de Ética do Senado para verificar se houve quebra de decoro parlamentar por parte do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), suspeito de envolvimento com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal sob suspeita de chefiar uma quadrilha de jogo ilegal. A representação foi entregue à Secretaria Geral da Mesa do Senado, que vai encaminhar o pedido para o presidente em exercício do Conselho de Ética, senador Jayme Campos (DEM-MT), que terá cinco dias úteis para dar um parecer sobre a abertura ou não do procedimento. Se ele aceitar, o plenário do conselho também terá de votar. Caso o presidente rejeite, os demais integrantes do conselho podem recorrer. saiba mais Interino do Conselho de Ética diz ser 'precipitado' discutir caso Demóstenes 'Não se pede inquérito sem evidência', diz presidente do DEM O pedido foi assinado pelo presidente do PSOL, deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP). A representação pede que sejam ouvidas testemunhas, inclusive Carlos Cachoeira, e que a Procuradoria Geral da República remeta informações sobre as investigações da Polícia Federal que levaram à prisão de Cachoeira. Também é solicitado que Demóstenes Torres apresente defesa sobre as denúncias, o que só acontecerá caso o processo seja aberto. Mais, cedo, o Jayme Campos afirmou considerar "precipitado" um eventual processo por quebra de decoro parlamentar contra o senador Demóstenes Torres. "[O PSOL, que anunciou que pedirá ação no conselho] está se precipitando em abrir representação no Conselho de Ética. Se STF e PGR estão abrindo um processo investigatório, nós temos que aguardar, não é por aí não", disse o senador, do mesmo partido de Demóstenes. Nesta terça (27), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito para investigar Demóstenes e dois deputados federais. O pedido será decidido pelo ministro do STF Ricardo Lewandowsky. Jayme Campos disse também considerar que "tem uns que querem politizar a questão, uns querem aparecer também". Para ele, o "caminho" seria o encaminhamento da questão, primeiramente, pela Corregedoria do Senado. A Corregedoria já solicitou ao Ministério Público Federal gravações telefônicas de conversas entre Demóstenes e Cachoeira. Depois de protocolada a representação no Conselho de Ética, caso o senador renuncie estará inelegível por oito anos, de acordo com a Lei da Ficha Limpa. fonte G1

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